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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
sábado, 2 de maio de 2009
O Homem do Tempo

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Dedicado ao Xará mais querido desse Portugal!
Parabéns pelo teu dia!
(L)
Além dos seus irados olhos, havia a visão da pureza.
Ele deleitava-se entre águas bravias e as suas mãos carregavam o ouro e a glória em seda de flores.
Nem o anoitecer egoísta era capaz de ofuscar a cor descida dos céus da sua aura. O ardor inquestionável das suas asas concebia uma insatisfação irreprimível para os limites do sentimento.
Tinha um uivar manso, semelhante ao quebrar das ondas que se confundia com gritos desesperados de uma infância perdida.
Ele sonhava.
Luar carmesim e brisas da cidade apagada, desde os confins do mundo, faziam-lhe desjejuar das ruas escuras.
Nunca lá pertenceu, nem viveu.
Cidadão estrangeiro, extensão do próprio universo, efetivamente desprendido do corpo.
Ali, exilado, nunca soube responder à eufórica vida a razão do amanhecer expelido.
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