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O Rei de Roma
Dedicado ao grande artista Luís Prata (fotomontagem do próprio), pelo dia, e pelos dias
O cenário poderia ser a Rua de Rivoli, Outubro, o início das chuvas, o brlho lustral das fachadas do Louvre, e o mar das ruas, espelho de águas e luzes fugazes, e, ao fundo, o tempo, escolhido de outros milhares de anos antes, era um breve passar fugaz, naquela época feérica de Napoleão, filho da Rainha Hortênsia, a Calma, a dos Belgas.
Em Bruxelas, Hugo morreu, exilado, e muito mais longe, em estranhas guerras de Zulus, Eugénio Luís, também tombava -- 1879 -- com a mulher, depois, desesperada, em busca dele, por terrenos áridos de savana. Dizem que reconheceu os restos do filho pela sombra do seu perfume de violetas, mas o tempo avança agora, para um outro estranho início de Dezembro, e outras águas de chuva, espelhadas no asfalto, e uma sombra do rapaz, que corre, e duas assombrações, da qual apenas retenho a primeira, por causa das cores do Céu, da Esperança, e da Infinitude, creio.
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