sábado, 15 de dezembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Não leia porque isso não presta

sexta-feira, 17 de abril de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
putaquepariu
Ilusória ilusão.
Frustantemente penetrante.
E essa música ridícula que fez, num tempo bonito e remoto, pensar que poderia ter o que queria... Pobre diabo que fui, sou e serei. Apenas posso contar com a minha solidão, e com esse refrão que virou SMS:
"Oh tonight you killed me with your smile
so beautiful and wild so beautiful
Oh tonight you killed me with your smile
so beautiful and wild so beautiful and wild"
sexta-feira, 6 de março de 2009
Tripa Seca

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Turbulência
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Mon cabaret rouge.
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Onde estão os punhais de ódio? Aquelas mãos amigas lançam o coração dos tolos na fogueira e fazem arder como bruxas numa noite sem fim. Da cidade vazia, ouve-se gritos de desespero vindos das frias florestas que guardam este vilarejo.
A agonia nos apanha.
Um povo falido, com vidas destroçadas, mumificam os seus restos mortais nessa promessa desconhecida, reservada ao silêncio.
Sim, é trágico o exército de indigentes, que vinga essa multidão suja. Eles não conhecem a própria casa, apenas vivem como andarilhos, semeando discórdia e o amor vagabundo que sentem. É nisso em que se comprazem.
Não há aqui inocentes. As orgias alimentam cada alma vazia, entoam com vozes desentoadas, mórbidos cânticos ao senhor dos senhores. O mesmo que dizer: cada um venera o seu próprio eu. Terra de gente hipócrita e louca, comem toda essa refeição sem pensar no inverno que logo chega. São imundas e da sua fala, escuta-se algo semelhante aos latidos de cães sem dono.
Nunca houve verdade neles.
Eu nunca fui desta gente, mas entre o meio deles, vivi. Todavia, não sei se é essa a palavra, ideal. Creio que “protagonizei”, encaixa-se melhor nessa sentença. Nunca fui compreendido. Serei porventura poupado da ira de Deus?
Ó Senhor! Tende misericórdia dessa pobre alma que perece! Suplico pela tua atenção! Ouve o meu clamor!
Não é um deboche… Digo que sou apenas um ”come-ratos” de roupas velhas. Considero-me mais vagabunda que todas as putas de Sodoma e Gomorra em actos sexuais, ilícitos ao olhos do “começo e o fim”, juntas.
Sempre que me convém, obviamente.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Dissabor
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Malditas penas do inferno! Danados vinde até mim, e meu querido Satã contemple este sol que cega os meus olhos. Hoje transpiro sangue e respiro fumo negro. Tenho ódio nas minhas entranhas. Desejo a tua condenação. Porque insiste em me fazer sofrer?
És um ser desprezível, desprovido de sentimentos benévolos. Despertaste-me do sono da ira que eu jazia. Os campos floridos foram esmagados com os teus pés. Os meus sonhos, destroçados com a tua deteriorada realidade. O amor agora converte-se em fúria impetuosa. Nasceu do meu coração o desejo de vingança.
Quando tive sede não me deste da tua água. Não me alimentaste, nem cuidaste de mim.
Descompensei-me e não há regresso.
As minhas suposições em torno da minha própria loucura, tornam-se verídicas neste momento psicopata. Não faz qualquer sentido acreditar em qualquer palavra que seje proferida da tua nojenta boca. Suas palavras são como facas afiadas, e quando lançadas perfuram o meu coração, fazendo morrer toda a vida. É este o teu prazer? Ver-me subordinado a ti? Não sou uma marionete com quem brincas. Não me tomes por parvo, porque não o sou. Nem zombes da minha aparência.
Desaparece-te da minha frente, ó inconveniente infortúnio! Iludiste-me e fizeste-me de tolo todo esse tempo. Desperdicei a minha juventude e os bons sentimentos. Quão grande é o meu descontentamento. Em parte fui errado, porque acreditei. O homem não deve confiar sequer na própria sombra, tãopouco em outro homem.
Habito nesta casa de angústia por não ter construído um sólido refúgio. Encontro-me nú. Que fazer? Recolho com os meus pulsos cortados, cada pedaço de mim que ficou estilhaçado nesse chão sem fundo. Dispenso-te com desprezo. Inutilizo os teus planos e te dou um último beijo.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Episódios
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Folhas secretas
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São nessas folhas secas de papel áspero, que tenho registado minhas memórias. Não sei o porque dessas escritas, logo, são frases sem rima que jamais vou usar. Nunca quis ir tão longe com isso. Eu lutei e resisti contra mim mesmo, mas quando se cria todo um imaginário repleto de detalhes coloridos, fica praticamente impossível desfazê-lo. Porquê não damos as mãos e fugimos por aí? Eu posso criar um plano perfeito, acredite.
Recuso-me a ser somente mais uma peça errada no meio dum “puzzle”. Ainda se eu fosse a peça final, que completasse a imagem e fizesse fazer sentido… Mas não, já não creio. Acredito em mim, e em trabalhar e em roubar. Toda a gente rouba, porque não eu?
Me diz porque não querer? Vamos marchar entre colinas e vales, com flechas e coroas com raros diamantes moldados no mais puro ouro, sobre nossas cabeças. Posso oferecer-lhe o meu escudo e a minha couraça que protege o meio peito.
sábado, 27 de setembro de 2008
Fluxo de lágrimas

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"Black engulfs the dying light as he falls on frail wings of vanity and wax"
Tragicamente atingiu-se o fim. Sinto o frio doloroso invadir minha espinha, e lágrimas com sangue escorrem sobre o meu rosto. Mais uma vez, destruir tudo de novo, e afundar na minha própria pele onde tempestades impetuosas arrastaram tudo o que havia de sóbrio e imaginário. Antes havia o imaginário, restam-se apenas pó, deste, que um dia hei de retornar.
Acaba esta noite.
Deixo-te ir.
Com mantos negros era fácil esconder-me de mim mesmo, até que já não havia a minha própria casa dentro de mim.
Tudo imaginário.
Pelas minhas próprias conclusões, percebi que nada do que parece real é. Nada além de aparências, do investimento vão e tolo. Sadismo e hipocresia pairam sobre mim. É algo tenebroso, mau no seu sentido puro, na sua essência. Acho que tudo há um certo limite, e quando o atingimos, e atrevemo-nos a dar um passo a mais, apenas um, constata-se a grande podridão que escondia-se por detrás disso tudo. Relações, mentiras, interesses próprios... Repuganante.
Não consigo descrever o que sinto. São só palavras sem nexo que não conseguem completar esses versos mudos que escrevo. Levantei os meus olhos e ao contemplar o céu, anseei que ele fosse meu e desejei que o teu olhar pudesse me alcançar.
Talvez.
Não importa, já passou e mantenho-me vivo.
Sofrendo de vazio e de solidão. É complicado falar agora, o quanto quis tocar as estrelas...
Deveria isso tudo ser o mesmo? Peças quebradas não irão salvar o passado. Vão embora?
Só me sinto pasmo a ver como não consegui escapar pelas janelas do éden e saber agora que nada restou além de amargas ilusões.
Eu confesso, eu assusto a mim mesmo.





