sexta-feira, 20 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

Zen



Dedicado, como glosa, ao Paulo

Saboreio os dias sagrados,
do crepúsculo da manhã,
aos ocasos do Poente,
e o corpo latente
em mim anseia
as inefáveis eternidades
"como se a meta fosse ainda o alcance de uma corrida crescente"



Heart of Wax

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Rei de Roma



Dedicado ao grande artista Luís Prata (fotomontagem do próprio), pelo dia, e pelos dias



O cenário poderia ser a Rua de Rivoli, Outubro, o início das chuvas, o brlho lustral das fachadas do Louvre, e o mar das ruas, espelho de águas e luzes fugazes, e, ao fundo, o tempo, escolhido de outros milhares de anos antes, era um breve passar fugaz, naquela época feérica de Napoleão, filho da Rainha Hortênsia, a Calma, a dos Belgas.
Em Bruxelas, Hugo morreu, exilado, e muito mais longe, em estranhas guerras de Zulus, Eugénio Luís, também tombava -- 1879 -- com a mulher, depois, desesperada, em busca dele, por terrenos áridos de savana. Dizem que reconheceu os restos do filho pela sombra do seu perfume de violetas, mas o tempo avança agora, para um outro estranho início de Dezembro, e outras águas de chuva, espelhadas no asfalto, e uma sombra do rapaz, que corre, e duas assombrações, da qual apenas retenho a primeira, por causa das cores do Céu, da Esperança, e da Infinitude, creio.


sábado, 31 de outubro de 2009

Rainbow


Heart of Wax

Dedicado ao Paulo, com início em glosa


... "do lugar de ti migram aves do vento norte",
em busca da rota nova da deriva,
e no ocaso das luzes dos hemisférios,
ora buscam a Primavera nova,
do nosso luminoso Tempo seguinte.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

Paraíso Petrificado


Heart of Wax
Dedicado ao Pratinha, que vive estas coisas tão intensamente como eu...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Finisterra





Heart of Wax

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Siegfried Idyll




Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Heart of Wax

Desculpa-me, alma.


Heart of Wax

Se essas cicatrizes dessa pele fria como o inverno pudessem falar, falariam em salmos fantasmas desejando o fim.

Esse som frio e escuro que me ronda é apenas uma ferramenta para me fazer gritar mais alto, numa balada de fraqueza num momento suspenso no tempo e poder olhar minha face pálida nesse rio de serpentes e ver as lágrimas do que me mentiu.

Sou ainda uma criança que chora por ajuda.

São muitos sonhos que não se tornaram realidade.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Lugares do Fim do Mundo



Heart of Wax


Todo o tempo do nosso tempo, traçado no Tempo do tempo devastado destas linhas do Tempo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Outono


Heart of Wax

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Poente Final





Heart of Wax

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Acer Tridente


Dedicado ao Luís Prata, evidentemente

Heart of Wax

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Escondido nas Nuvens


Heart of Wax



O murmúrio das paredes me embriaga os ouvidos, o mover das palavras me tira a fala, o tempo se esconde através dos ares e as pálpebras que já não se abrem, desentoam o andar gracejante dos meus sóis.
A multi-velocidade dos tons azuis bordados em cinza celestial adornam o meu momento.
Então, seguro as horas e o meu mundo ínfimo guardando-os no eterno, porque sou pequeno e fraco como os pardais.
O Tempo tem asas, nele espero e nele creio.
A musicalidade de cada linha desses versos sem nexo é o meu sustento mais íntimo, o mais pequeno.
Fito o mesmo olhar tardio nas horas que não passaram à espera de que me aqueçam o vento.
Porque sempre fui assim.
Minha existência é cármica.

Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva




Heart of Wax

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nota editorial

Heart of Wax

NOTA EDITORIAL:
Infelizmente tivemos alguns problemas com o blog, nomeadamente "Heart Of Wax", e tive de o refazer novamente.
Foi um trabalho árduo deixá-lo semelhante ao que era, entretanto estamos aqui e não vamos parar.
Peço imensa desculpa aos seguidores, quais não consegui importar pelo gerenciamento do blogger, e também aos autores das postagens, que passaram a ter a autoria de "Luis" (que não é verdadeira, visto que haviam vários escritores e contribuidores).

Os convites para contribuição e edificação do blogue serão imediatamente enviados, e agradeço que venham contribuir positivamente com o crescimento deste espaço que é colectivo.

Luís, concordo contigo.

Peço desculpa por todo o transtorno, e estou abertos à dúvidas, sugestões e críticas.
Assino como Luís Prata, que agora tenho um espaço assinado como próprio, onde podem também visitar. O endereço é www.luisprata777.blogspot.com
A vida não pára, e nós também não pararemos.

:-)

Meus sinceros agradecimentos aos leitores e críticos que até hoje fizeram com o que o blogue não desaparecesse.

Contamos convosco porque o blogue é vosso também.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Polo

Heart Of Wax





Só vivo porque ainda sonho.

O pinto do Presidente




...porque o Presidente do Brasil também mija no mato...



Foto retirada DESSE SITE muito legal.

Heart Of Wax

Maikel filho da puta!


Heart Of Wax

Sol Vegetal


Heart Of Wax

domingo, 9 de agosto de 2009

Intimidade


The heart of melted wax


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não leia porque isso não presta


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Seres em sentimentos, desprovidos a essência do amor, na eterna procura de si mesmo que, por horas e horas ao redor do relógio, e da velha lisboa, mais um museu de turistas, o cenário deprimente das luzes em tom amarelo fosco, a clarear os ladrinhos calcejantes, brilhosos e vistuosos como minha alma que já foi.

Lisboa já não é mais a mesma, não há, mesmo no verão, a alegria de simplemesnte caminhar e sentir a brisa correr, abraçados, ou até menos que isso, de mãos dadas, num acto que na minha concepção de Tripa Seca, coitado, segurança, artista, poeta e qualquer coisas que me imputem, quais as não consdirero nenhuma, tenho conta de que tudo o que começa, termina. Uma vez que nada começou, não há um presente a viver, muito menos um futuro, do qual sonhei desde o primeiro encontro.


FARÇA CONTÍNUA PROJECTADA NO MEU IMAGINÁRIO FÉRTIL, PORÉM IMATURO.

"...A DOR ENSINA A GEMER..."


sábado, 1 de agosto de 2009

[from France] [2009] [Para Ti] [Luís]


ardo na tua ausência
volátil ao percurso de um curso inscrito
isento de corpo há tanto és alma
ou reminiscência de um ventre sem sexo
onde apenas os anjos sabem amar




sábado, 25 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Jasmim


Fotografia sobre fotografia de Margarida Martins, com poema dedicado, "et pour cause"

Chegada a hora do luar espelhado, todas as longas memórias já eram partidas, e só tu, depois da caminhada extensa do dia extinto, te sentaste, a contemplar o reflexo das flores inebriantes do jasmim

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terça-feira, 21 de julho de 2009

A brincar, sempre! Atentos, na medida do possível...


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quinta-feira, 16 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

[até já...] [um beijo] [grato]



e o tempo é de espera




e cal ...


terça-feira, 23 de junho de 2009

Vedas


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"O imenso Céu situa-se no Tempo" (hinos dos Veda)

by E-ko

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Manual de instruções para se dar mal


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O amor é uma farsa desde os primórdios,
uma alusão ao incoerente.
Razão frágil e insensata.
Tolice fria e pálida.
Caminho dos leigos.
Dissimulação doentia.

O amor nunca existiu.


Eu que sempre construí castelos e reguei jardins, guardo a terra dos escombros de onde um dia irei.

Botticelli, para o maravilhoso dia de amanhã...


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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Botticelli


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Dedicado ao dia de amanhã...

HANGING ROCK

Arthur Rimbaud - Ophélie (traduzido)





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Ofélia

Na onda calma e negra onde dormem estrelas dos céus
A branca Ofélia flutua como um grande lírio,
Flutua lentamente, deitada em longos véus...
— Ouvem-se longe nos bosques da caça os delírios.

Fazem mais de mil anos que a triste Ofélia
Passa, fantasma branco, no longo rio cor da noite.
Mais de mil anos que a sua doce folia
Murmura sua cantiga à brisa da noite.

O vento beija seus seios e como pétalas estende
Seus grandes véus embalados pelas águas levemente;
Os chorões arrepiados choram em seu ombro que prende,
Na sua fronte sonhadora os juncos inclinam docemente.

As Vitórias-Régias amassadas suspiram em volta dela;
Ela acorda às vezes, num álamo adormecido,
Algum ninho, de onde escapa uma assopradela:
— Um canto misterioso parece dos astros caído.

II

Ó pálida Ofélia! bela como a neve!
Sim, morreste, criança, e um rio te leve!
E que os ventos caindo dos grandes montes da Noruega
Te falaram baixinho da áspera liberdade;

É que um sopro, torcendo tua grande cabeleira,
Ao teu espírito sonhador levava estranhos ruídos;
Que teu coração ouvia o canto da Natureza inteira
Nos lamentos da árvore e nos suspiros doídos;

É que a voz dos mares loucos, grito agonizante,
Quebrava teu seio de criança, demais humano e doce;
É que uma manhã de abril, um belo cavaleiro andante,
Um pobre louco, mudo a teus joelhos sentou-se!

Céu! Amor! Liberdade! Que sonho, ó pobre Louca!
Derretias nele como neve com fogo ao lado;
Tuas grandes visões mataram a palavra da tua boca
- E o Infinito terrível assustou teu olho azulado!

III

— E o Poeta diz que aos raios das estrelas
Vens buscar, à noite, flores em delírio,
E que ele viu na água, deitada em longas velas,
A branca Ofélia flutuar, como um grande lírio.

15 de maio 1870.


Foto retirada daqui.

terça-feira, 9 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Dedicado ao meu querido Luis Alves da Costa





pudesse o estado de sítio
voltar a ser de espírito
no re.nascer do dia novo
órfãos de um ventre sem mundo
ausente a terra inerte o povo
laje crente ou frente a frente
onde do espólio me despojo



Growing Moon

Dedicado a um Tripa Seca... Suíço :-)

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Finíssimo quarto crescente


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sábado, 23 de maio de 2009

Reflections

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Vídeo mal feito, mal produzido e mal editado dedicado ao Xarazinho que anda cheio de trabalho e ao Paulo do Intemporal (olha lá, quando é que eu conheço a Cátia?!).

Duchebag from Luís Prata on Vimeo.

domingo, 17 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Lua cheia


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domingo, 10 de maio de 2009

Cadê o salsichão?

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sábado, 9 de maio de 2009

Lua Cheia


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terça-feira, 5 de maio de 2009

Sing me to sleep

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Sing me to sleep 
Sing me to sleep 
I'm tired and I 
I want to go to bed 

Sing me to sleep 
Sing me to sleep 
And then leave me alone 
Don't try to wake me in the morning 
'Cause I will be gone 
Don't feel bad for me 
I want you to know 
Deep in the cell of my heart 
I will feel so glad to go 


Sing me to sleep 
Sing me to sleep 
I don't want to wake up 
On my own anymore 


Sing to me 
Sing to me 
I don't want to wake up 
On my own anymore 


Don't feel bad for me 
I want you to know 
Deep in the cell of my heart 
I really want to go 


There is another world 
There is a better world
Well, there must be 
Well, there must be
Well, there must be
Well, there must be
Well ... 


Bye bye 
Bye bye 
Bye ...

domingo, 3 de maio de 2009

sábado, 2 de maio de 2009

O Homem do Tempo



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Dedicado ao Xará mais querido desse Portugal!

Parabéns pelo teu dia!
(L)


Além dos seus irados olhos, havia a visão da pureza.
Ele deleitava-se entre águas bravias e as suas mãos carregavam o ouro e a glória em seda de flores. 

Nem o anoitecer egoísta era capaz de ofuscar a cor descida dos céus da sua aura. O ardor inquestionável das suas asas concebia uma insatisfação irreprimível para os limites do sentimento.
Tinha um uivar manso, semelhante ao quebrar das ondas que se confundia com gritos desesperados de uma infância perdida.
Ele sonhava.
Luar carmesim e brisas da cidade apagada, desde os confins do mundo, faziam-lhe desjejuar das ruas escuras.
Nunca lá pertenceu, nem viveu.
Cidadão estrangeiro, extensão do próprio universo, efetivamente desprendido do corpo.
Ali, exilado, nunca soube responder à eufórica vida a razão do amanhecer expelido.