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terça-feira, 10 de abril de 2018
domingo, 29 de outubro de 2017
Campo das flores
Heart of Wax
"ser outra vez alicerce deste evangelho que finda
ser outra vez mera prece por cumprir pena ainda
ser outra vez do pecado a remissão que não veto
ser outra vez deste tecto sílaba solta dialecto
ser outra vez deste chão peito em arco aberto
ser outra vez da vogal consoante lírica anarquia
ser outra vez afinal quem nunca soube ser um dia"
(Paulo Cruz)
domingo, 29 de novembro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
Kika entre as estrelas
Heart of Wax
chegou o outono e ela escondeu-se nas folhas. havia uma voragem pela casa inteira, o rumor vigiado dos budas nas cítaras do sol nascente. as crianças brincavam ao jogo das horas, e escondiam anos inteiros na sombra dos bolsos. os dias do verão passaram, e a estação inteira mergulhou fria nas cores do parque. um dia acordou mais tarde, e a manhã era sem som. olhou para a frente e ela não estava lá. só a reconheceu pelas plumas: tinha levado as brincadeiras para mais longe, silenciosa, um vulto inigualável desenhado no perfil das estrelas.
sábado, 2 de maio de 2015
sábado, 21 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
sábado, 29 de novembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Les fleurs du bien
Heart of Wax
In tempo lirico (pinturas de Manuela BaPtista, para o aniversário do Paulo Intemporal)
Primeiro,
Primeiro,
um mar e um céu e um tempo
onde a água inteira quente
cantava estrela cadente.
Sentei o dia a contar idades;
dos mundos encontrei finitudes
de flores
de efémeras cores
em minhas linhas finas
irisadas e ternas
domingo, 6 de abril de 2014
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Azul Intemporal
Heart of Wax
Para o Paulo Intemporal
Há o Tempo, e as coisas fora do Tempo,
e tudo o que é fora do Tempo
é do tempo próprio do seu
próprio tempo dentro
E um dia fomos a contar os dedos,
até parar os dedos de chegar,
e contar já ser som poema,
e pêndulo de horas delidas,
e aí fizemos a pausa espanto,
ó, zénites celestiais,
marulhados do engano!...
E sorrimos,
prisioneiros da roda própria,
d'o ingénuo contar
ser a forma mesma
do soar das coisas,
nós,
os estranhos,
os ausentes,
os visitantes transeuntes
do prodígio próprio,
muito alá do rolar do Tempo,
e estonteados de música miraculosa,
num vivido encanto,
e insuportável deriva estranha,
inscrita em forma extensa,
num rumor eterno,
de Eternidade
domingo, 9 de junho de 2013
. pássaros de gesso .
Heart of Wax
e de repente já não somos da mesma natureza
nem do complexo da Criação nem da essência dos seres
talvez sejamos gesso de presa ou pássaros de sépia e cal
consolidados na grafia de uma exímia dureza
sofridos e banidos despidos de haveres
abreviados na índole e no corpo um ajuntamento de deveres
procedentes de uma rebeldia que sendo teimosia não resiste ilesa
de tudo o que fomos hoje somos atos e desacatos átonos
na tonia proclítica que precede a metáfora
e subentende a fatalidade em peça
Deus Ser dos Seres preveniu na Sua mestria
que o escopo um dia como desígnio chegaria
quem sabe para que não aconteça
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Nota editorial
NOTA EDITORIAL:
Infelizmente tivemos alguns problemas com o blog, nomeadamente "Heart Of Wax", e tive de o refazer novamente.
Foi um trabalho árduo deixá-lo semelhante ao que era, entretanto estamos aqui e não vamos parar.
Peço imensa desculpa aos seguidores, quais não consegui importar pelo gerenciamento do blogger, e também aos autores das postagens, que passaram a ter a autoria de "Luis" (que não é verdadeira, visto que haviam vários escritores e contribuidores).
Foi um trabalho árduo deixá-lo semelhante ao que era, entretanto estamos aqui e não vamos parar.
Peço imensa desculpa aos seguidores, quais não consegui importar pelo gerenciamento do blogger, e também aos autores das postagens, que passaram a ter a autoria de "Luis" (que não é verdadeira, visto que haviam vários escritores e contribuidores).
Os convites para contribuição e edificação do blogue serão imediatamente enviados, e agradeço que venham contribuir positivamente com o crescimento deste espaço que é colectivo.
Luís, concordo contigo.
Luís, concordo contigo.
Peço desculpa por todo o transtorno, e estou abertos à dúvidas, sugestões e críticas.
Assino como Luís Prata, que agora tenho um espaço assinado como próprio, onde podem também visitar. O endereço é www.luisprata777.blogspot.com
A vida não pára, e nós também não pararemos.
:-)
Meus sinceros agradecimentos aos leitores e críticos que até hoje fizeram com o que o blogue não desaparecesse.
Contamos convosco porque o blogue é vosso também.
sábado, 1 de agosto de 2009
[from France] [2009] [Para Ti] [Luís]
ardo na tua ausência
volátil ao percurso de um curso inscrito
isento de corpo há tanto és alma
ou reminiscência de um ventre sem sexo
onde apenas os anjos sabem amar
Etiquetas:
Luís Alves da Costa,
Luís Prata,
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Paulo Intemporal,
Regresso a Lisboa
sábado, 6 de junho de 2009
Dedicado ao meu querido Luis Alves da Costa
pudesse o estado de sítio
voltar a ser de espírito
no re.nascer do dia novo
voltar a ser de espírito
no re.nascer do dia novo
órfãos de um ventre sem mundo
ausente a terra inerte o povo
laje crente ou frente a frente
onde do espólio me despojo
ausente a terra inerte o povo
laje crente ou frente a frente
onde do espólio me despojo
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