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domingo, 29 de outubro de 2017

Campo das flores


Heart of Wax

"ser outra vez alicerce deste evangelho que finda

ser outra vez mera prece por cumprir pena ainda
ser outra vez do pecado a remissão que não veto
ser outra vez deste tecto sílaba solta dialecto
ser outra vez deste chão peito em arco aberto
ser outra vez da vogal consoante lírica anarquia
ser outra vez afinal quem nunca soube ser um dia"


                                                                                             (Paulo Cruz)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sábado, 8 de fevereiro de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

Heart of Wax

Depressões reais de estudantes de Arquitetura... Confira mais na nossa página do Facebook. :-)

sábado, 30 de novembro de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

. nesta data feliz .

Heart of Wax



. ao Luís Prata . ____________________ . muitos parabéns . !!! .





. entre sorrisos . e muitos risos . também . :))) .




terça-feira, 22 de março de 2011

Primavera



Heart of Wax


Em parques de giz, tons de pincel pasteis a adornar o desdém profundo, e, trazendo o horizonte rubro e febril em mãos pequenas, relembrando planetas onde dancei sobre o mar escuro, inflamado de um azul alaranjado.
Ectoplasmas brincando de se esconder do veneno outrora sangrado em punhais do inverno.
Eu com um saco de moedas, um livro no bolso do meu casaco desbaratado contemplando o sol a aquecer sementes mortas, amargas de miséria, e a jubilar na presença do Rei, porque chegou a primavera.
Cuspi então todos os insectos, me lancei na fenda da rocha.
Agora sou sua raiz.
Cubram-me com flores.


terça-feira, 8 de março de 2011

Sem título


Por mil e infinitos anos longos, perdidos entre as nuvens tremendas de fogo, o mais belo e íntimo proskeneo fazendo corar as bochechas pálidas de medo, frias de constrangimento, de uma criatura estranha com a solidão tamanha a engasgar-se em gritos mudos e afogada em seus pensamentos ásperos.
Sou eu, água suja, vaso quebrado.
Meu suor enfermo, meus punhais nas mãos, com cisco nos olhos, blasfemando o meu choro profano.
Hoje sou dor e amargura.
Tentei me curar do vício de querer inflamar sentimentos próprios e de sussurros libertinos.
É tudo apenas um esboço de uma teoria falida.


Heart of Wax

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Outra Primavera.


Heart of Wax

Ia me tornar um homem, mas não podia.
Não quis ser mais um deles.
Preferi ser criança, mesmo que fosse só nos sonhos.
Porque Deus deu-me a vida, com gestos poderosos, mesmo que ao primeiro olhar parecesse displicente.
Sou o meu próprio inferno, e o meu próprio céu, e só existo neste equilíbrio.
Durante as minhas vidas vivi a ideia.
Sou a ideia sentada em frente à um espelho de ideias.
Num propósito infundado de contemplar o brilho da natureza, estendo-me sobre uma paisagem celestial.
Uma calmaria sem fim.
Nunca temi a morte e sim o silêncio.
Hoje ele é o meu refúgio.
O barulho que assusta o meu mundo vai-se embora agora,
e a minha existência subsiste.