sábado, 21 de junho de 2014

Verão

Heart of Wax

domingo, 1 de junho de 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Les fleurs du bien



Heart of Wax



In tempo lirico (pinturas de Manuela BaPtista, para o aniversário do Paulo Intemporal)



Primeiro,
um mar e um céu e um tempo
onde a água inteira quente
cantava estrela cadente.

Sentei o dia a contar idades;
dos mundos encontrei finitudes
de flores de efémeras cores
em minhas linhas finas
irisadas e ternas

domingo, 23 de março de 2014

. sobre rodas . krabi . thailand .












Heart of Wax

. krabi . thailand . fev/mar . 14 .

. Les Oiseaux de Thaïlande . :) .


~ . ~


Heart of Wax

. obras da Criação . puríssimas . as gaiolas . e os pássaros .

. thailand .



Heart of Wax

. Thailand . Bangkok . Grand Palace .

quinta-feira, 20 de março de 2014

estação primeira



Heart of Wax

domingo, 16 de fevereiro de 2014

. จนกระทั่งบัดนี้ .





Peço-te. Não te esqueças de o levar a passear todos os dias de manhã bem cedo e, se possível, à tardinha. Ele sabe puxar a trela que está pendurada no cabide da entrada e virá ter contigo mal pronuncies as palavras mágicas, vamos à rua…? Deverás colocar na voz este tom interrogativo e pausado, para que ele pense que a decisão é dele e não tua. A seguir fará uma pequena cena em que simula entregar-te a coleira e repentinamente recua a rosnar. Não cedas à tentação de ralhar com ele, entra no jogo, chama-o e à terceira tentativa quem cede é ele e de bom grado como poderás verificar. Ele conhece o caminho e escolherá aquele que mais lhe agradar, mas chegados ao parque, solta-o, ele fica doido de alegria a ladrar e a correr e não te preocupes, regressa sempre para junto de nós. À tarde a volta poderá ser menor e se não te importares, leva-o a cumprimentar a D. Margarida do 1º direito que mora sozinha e faz sempre uma festa quando o vê, para não falar das festas que lhe faz.
Quanto ao pássaro, assobia-lhe por favor pelo menos cinco vezes ao dia e limpa-lhe a gaiola duas vezes por semana. Coloca-o à janela virada para o rio para que ele veja os flamingos no sapal.
O peixe vermelho, alimenta-o uma vez por dia, quanto a conversas, ainda não percebi que linguagem utilizar. Normalmente encosto o nariz ao vidro do aquário e sorrio-lhe, ele gosta. O coelho anda à solta pela cozinha, rói uma cenoura de vez em quando, mas tem cuidado para que não roa os fios da máquina do café. E por fim a tartaruga. Essa não te dará trabalho porque está a hibernar debaixo do armário ou na gaveta das toalhas. Quanto às plantas, tens apenas que as regar.
Eu sei que é muito simples e que não terás dificuldades de maior, mas por precaução, fiz-te um gráfico com indicações de emergência que colei na porta do frigorífico. A pimenta preta corresponde ao cão. O açafrão, ao pássaro. A canela, ao peixe. O gengibre, à tartaruga. Os cominhos, ao coelho. A pimenta vermelha, às violetas e a pimenta branca, às plantas verdes.
Não te rias. Isto sou eu a soltar-me do peso dos meus dias, a desfiliar-me por agora do meu país, a mergulhar num tempo infinitamente azul, de mar azul-azul com umas pitadas de caril a enfeitar.
E numa folha de lima verde, deixo-te este recado doce e apimentado para te lembrares de mim
.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sábado, 8 de fevereiro de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

Heart of Wax

Depressões reais de estudantes de Arquitetura... Confira mais na nossa página do Facebook. :-)

sábado, 30 de novembro de 2013

sábado, 2 de novembro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Un poème, ou deux, d'après un poème de Manuela BaPtista





O país daqueles pescadores cujas linhas eram linhas finas e os fios de peixe se tornavam fios ainda mais finos
e os reflexos do mar eram a confusa maresia, do mar, ou fio ou vida


de


fina

ainda mais linha fina

Os pescadores de linha fina e maresia,
e a linha fina que mal se via,
fina linha, vida via,
o fio da vida,
linha fia


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Azul Intemporal



Heart of Wax




Há o Tempo, e as coisas fora do Tempo,
e tudo o que é fora do Tempo
é do tempo próprio do seu
próprio tempo dentro

E um dia fomos a contar os dedos,
até parar os dedos de chegar,
e contar já ser som poema,
e pêndulo de horas delidas,
e aí fizemos a pausa espanto,
ó, zénites celestiais,
marulhados do engano!...

E sorrimos,
prisioneiros da roda própria,
d'o ingénuo contar
ser a forma mesma
do soar das coisas,

nós,
os estranhos,
os ausentes,
os visitantes transeuntes
do prodígio próprio,
muito alá do rolar do Tempo,
e estonteados de música miraculosa,
num vivido encanto,
e insuportável deriva estranha,
inscrita em forma extensa,
num rumor eterno,
de Eternidade

domingo, 18 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

guarda-rios

Heart of Wax
guarda-rios, porque não?