sábado, 27 de setembro de 2008

Fluxo de lágrimas


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"Black engulfs the dying light as he falls on frail wings of vanity and wax"

Tragicamente atingiu-se o fim. Sinto o frio doloroso invadir minha espinha, e lágrimas com sangue escorrem sobre o meu rosto. Mais uma vez, destruir tudo de novo, e afundar na minha própria pele onde tempestades impetuosas arrastaram tudo o que havia de sóbrio e imaginário. Antes havia o imaginário, restam-se apenas pó, deste, que um dia hei de retornar. 
Acaba esta noite.
Deixo-te ir.
Com mantos negros era fácil esconder-me de mim mesmo, até que já não havia a minha própria casa dentro de mim. 
Tudo imaginário.
Pelas minhas próprias conclusões, percebi que nada do que parece real é. Nada além de aparências, do investimento vão e tolo. Sadismo e hipocresia pairam sobre mim. É algo tenebroso, mau no seu sentido puro, na sua essência. Acho que tudo há um certo limite, e quando o atingimos, e atrevemo-nos a dar um passo a mais, apenas um, constata-se a grande podridão que escondia-se por detrás disso tudo. Relações, mentiras, interesses próprios... Repuganante.
Não consigo descrever o que sinto. São só palavras sem nexo que não conseguem completar esses versos mudos que escrevo. Levantei os meus olhos e ao contemplar o céu, anseei que ele fosse meu e desejei que o teu olhar pudesse me alcançar.
Talvez.
Não importa, já passou e mantenho-me vivo.
Sofrendo de vazio e de solidão. É complicado falar agora, o quanto quis tocar as estrelas...
Deveria isso tudo ser o mesmo? Peças quebradas não irão salvar o passado. Vão embora?
Só me sinto pasmo a ver como não consegui escapar pelas janelas do éden e saber agora que nada restou além de amargas ilusões.

Eu confesso, eu assusto a mim mesmo.