sábado, 4 de outubro de 2008

Dor e Glória

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Com gosto de câncer e lágrimas de sangue viu-se um reino ruir, mas isso não implicou no último adeus.
Eu, o demónio em tua casa, cantando louvores sobriamente. A cada passo, a cada respirar sentia o frio que queimava a espinha. Era contraditório, tudo enraizado de maneira errónea.
Perdemos muito tempo, mas sempre me fiz de desentendido. Comprazemo-nos em nossas mentiras e na alusão ao bosque perfeito.
Hoje cantamos a nossa vitória sobre todos esses corpos. 
A alegria reina! (?)
Quando a chuva cair vou cantar para você aquela música que fiz mas que nunca quis mostrar, por ter o constante receio de que não goste, talvez por ser cliché demais. Eu guardo um baú, ele é pesado de se carregar. Grandes fechaduras para o proteger. É áspero, e faltam algumas cores, mas é nele que se está guardado o íntimo dos íntimos dos tesouros. Não ouro, nem jaspe, mas de coisas que se não vêem e que são inefáveis, apenas sentem-se e sentem-se profundo, digo-lhe já.
Gostava eu, de morar numa casa no alto duma colina, onde pudesse ver o mar pela manhã e o crepúsculo à tardinha. Onde pudesse colher flores acabadas de nascer e colocá-las em um bonito jarro de cristal para que não morressem, assim alegrava o ambiente, trazendo vida e uma fragrância subtil, dessa maneira poderia ainda esperá-lo para que comêssemos juntos, mesmo que isso se tornasse regular. Quero também mirra e aconchegantes almofadas para recostar-nos.
Acho que você não se agradaria. Seria entediante demais.
Onde você gostaria de estar?
Aquela música eu poderia mudá-la, quem sabe poderia tocar no rádio, entretanto é mal pensas que nunca soará uma melodia agradável aos seus ouvidos. Talvez um dia eu passe por você e me veja sorrindo, nem sei porque.
Aprecio as coisas espontâneas e puras. Gosto da natureza no seu estado bruto, talvez sem o ser humano, respirar-se-ia melhor.
O meu imaginário é infinito.
Me acompanha numa xícara de chá?