quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Prelúdio à morte de um guerreiro sem escudo

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E foi aqui que vim parar, nesse quarto sem janelas nem portas. Permaneço aqui, inerte, com minhas pupilas dilatadas, mal lendo esses meus livros inacabados, apenas com uma  pequena fresta no telhado, com um único raio de sol, consigo ler palavra por palavra.
Ontem me embriaguei sozinho, como sempre. Graças ao Satanás (!) há bebida com fartura nessa casa. Digo que não houve o dia, logo, acredito que, um dia é frutífero para mim, ao passo que, eu consiga aprender qualquer coisa. Talvez ontem eu tenha desaprendido. Nem forças suficientes para colocar o meu cérebro para funcionar tive, ao contrário, canalizava toda a minha motricidade a cada ingerir da doce porção maligna.
Subitamente fui intrometido de uma grande insurreição. Tive repugnância do meu corpo e da minha própria pele, a minha saliva amarga era deglutida dolorosamente, antes disso, preferiria o vómito de uma vagabunda com tuberculose. Queria ceifar-me, entretanto, como já tentei antes, não passou como um mero pensamento, talvez uma visão do céu inatingível por enquanto.
Por vinte e dois anos, tenho arrastado esse corpo vadio de terra em terra. Talvez eu deve-se vendê-lo à algum sadomasoquista psicótico descompensado, assim eu teria prazer em ver cada dilaceração da minha carne, a destruição física de mim mesmo. E poder ouvir, não o sangue escorrer, mas, quebrar-se ao meu redor.
Nada além da desgraça que me rodeia, seria pior.
Anseio o fim.