terça-feira, 21 de outubro de 2008

Insípida despedida

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A pequena lagarta, encobre-se no seu casulo, construído por si mesma, e fica em estado de repouso até que são geradas as suas coloridas asas, assim, rompe-se o tecido invólucro e finalmente pode voar. Aparentemente ela cria o seu próprio túmulo e enterra-se, mas afinal, resplandece-se ilustremente. Lamenta-se que nem sempre desfrutamos desse final feliz. 
Por acaso, não mais recebo essas rosas desbotadas para me fazer ser mais maleável em relação a ti.
Espero que a sombra da justiça possa engolir-te e provar do teu próprio veneno. Deguste da tua derrota, faz-te um moribundo e solte gritos mudos. Ninguém te ouvirá. Assim espero.
Só anseio ficar a assistir toda a tua tragédia.
Me habituei às tuas desventuras, e não quero esperar por mais uma noite, porque eu sei que as lágrimas vêm ao cair do sol. Ser-me-á dado algum galardão por toda essa infindável luta?
Certamente não, todavia, era simpático me responderes, apenas, todas essas perguntas.
O “para sempre” se foi.
Não quero tua compaixão, porque odeio a tua falsa piedade, tão-pouco o teu fétido beijo de despedida. Antes prefiro regozijar-me nas minhas miseráveis folias e desprazeres. 
Não me faças comparticipar desse infame companheirismo.
Despendi demasiado tempo contigo, e percebi, finalmente que o sol não brilha tanto assim.
Pegue as tuas malas que eu deixei atrás da porta, e foges para bem longe. Não me mandes cartas de amor, porque nunca as recebi.
Permita-me que eu me deixe envenenar com essas flores tóxicas e morra ao som dos gritos de prazer. Quero sentir essa porção maligna corroer cada célula viva que possuo, ver a minha visão embaciar até atingir a total escuridão tão desejada. Não farei falta a ninguém.
Não tenho mais palavras, agora reduzo-me ao pó e com lágrimas viro lama suja.