sábado, 15 de novembro de 2008

Sem título


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Volta o cavaleiro com sua espada embainhada em ouro na sua mão direita, e em um toque suave das esporas das suas botas, faz com que o seu alazão, imponentemente, demarque territórios nunca antes conquistados. É um grito mudo à vitória sobre aquele império em chamas.
Com o sol nas suas costas, e um chapéu de penas em sua cabeça, sente-se o frio húmido e delicado invadir suas narinas. Sua roupa é semelhante às que os deuses usam, parece um vestido comprido e sujo das batalhas. Na verdade, esboça-se ali, nos trapos velhos de uma vestimenta cansada, sangue e suor, de árduas conquistas e derrotas.

E ele vem, subindo os montes, e passeando com o seu cavalo atroz, sobre colinas de relva verde, com o vento nos seus cabelos, até chegar na praça principal, onde, sob o relinchar do animal e o grito da multidão, gozam do sabor da conquista. No entanto, subtilmente, ouvia-se um sussurrar muito breve de si mesmo. Toda a gente, em júbilo a beber do vinho novo, comportados em odres velhos, e a comer a carne rija dos alces da floresta, sem, ao menos, perceber, a razão festiva.
E sentia que, de si mesmo, não havia mais razão para comparticipar, porque ele tinha o coração cortado pelas espadas afiadas dos inimigos. A boca ria, mas a sua alma chorava.